terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Análise do andebol e futebol do fim-de-semana

Estive presente nos dois jogos. Um na expectativa de ver um milagre (andebol) e outro na expectativa de ver a equipa defender o seu treinador, o que não tinha sido visível nos dois jogos anteriores. Quanto ao andebol, confirmou-se que com este treinador o Sport Lisboa e Benfica não compete para o título. Falta liderança, coisa que José António Silva não pode dar à equipa. O facto de ele não ter sido demitido, até esta altura, significa que, neste caso, outros valores se levantam, para além do sucesso desportivo. Foi uma vitória limpinha do ABC. Quanto ao futebol, fiquei muito contente com a entrega dos jogadores e do treinador. É só isso que eu exijo como sócio. Pode faltar muita coisa mas não pode faltar entrega e vontade de vencer. Quanto ao público, esteve magnífico e demonstrou que ama o seu clube, independentemente de os resultados não estarem a ser os melhores. Foi também uma vitória inquestionável e que peca por escassa. Sinal positivo para Jorge Jesus, Júlio César, Maxi, David Luiz, Carlos Martins, Aimar e Salvio. Do lado bracarense, nota muito positiva para o lateral direito, Sílvio (jogador formado pelo Benfica).

Benfica-ABC, 26-29 (Andebol - campeonato)


Foto retirada do site oficial do Sport Lisboa e Benfica

4 modalidades a lutar pelos campeonatos e depois, o andebol de José António Silva!

Benfica 2-0 Sp. Braga (4ª Eliminatória - Taça de Portugal - Época 10/11)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Quanto pior, melhor


Sou um defensor do treinador Jorge Jesus. Porquê? Porque não tenho memória curta. O Benfica jogou na época transacta como eu nunca tinha visto ao longo da minha vida. A atitude, a vontade de ganhar, a sinergia com os adeptos e a potencialização dos jogadores foi arrebatadora. 
Problema. 
Isto foi na época passada.
Este ano, como por magia negra, a equipa deixou de acreditar em si própria e no próprio treinador. Já por demasiadas vezes escrevi sobre a má planificação da época do Benfica e as suas consequências ao longo da mesma. Já escrevi várias vezes que os dois jogadores que saíram (Di Maria e Ramires) não foram substituídos correctamente. 
E agora?
Na minha opinião, o tempo de Jesus no Benfica chegou ao fim. Nesta altura, chegamos ao ponto em que quanto pior, melhor. Tenho pena que as coisas tenham chegado a esta situação e que um treinador campeão tenha este desfecho no meu clube mas não vislumbro outra saída (quando situações destas acontecem, reflectem o estado da organização dos clubes porque é obrigação dos dirigentes anteciparem-se aos problemas, ao invés de reagirem tardiamente). 
Jorge Jesus mudou? 
Claramente, sim. A garra, atitude e a crença, da época anterior, foram substituídas por um treinador amorfo, resignado e por vezes medroso.
Luís Filipe Vieira mudou?
Infelizmente, não. Nas últimas eleições votei em LFV, não pelas promessas, mas sim, pelo trabalho de recuperação do clube. Hoje somos um clube com memória, com as modalidades recuperadas, com uma estrutura profissional, com muitos sócios, com um canal de TV, com um novo estádio, com uma academia de futebol, com um plantel rico e em que os excedentários fariam a delícia de muitos treinadores. Não esqueço, igualmente, a sua luta contra o sistema durante o processo apito dourado, bem como, o seu esforço na dinamização das casas do Benfica em todo o mundo. 
Infelizmente, porquê?
Porque continua a não ter uma actuação próxima daquilo que eu acho que um presidente do clube deve ter em relação ao futebol. Quer no discurso, quer na prática. Em relação ao discurso, fazia-lhe bem uma banho de humildade e acabar com a fanfarronice. Ser coerente nas intervenções também não vinha a despropósito. Em relação à prática, o presidente deve delegar no seu director desportivo a responsabilidade na condução do futebol. Em caso de insucesso o director desportivo deve ser responsabilizado e em último caso demitido (mesmo que se chame Rui Costa). Revelar em entrevistas que falava ao telefone com Jorge Jesus sobre futebol, durante a noite, é representativo do que escrevi anteriormente e menoriza o papel do director para o futebol. Ser responsável pelas vitórias e estar ausente nas derrotas começa a ser a sua imagem de marca. Isto é importante? Porventura não, mas desgasta a imagem de todos os envolvidos.
E o futuro?
Em relação ao treinador, penso que a situação que melhor espelha o estado em que estamos é, quanto pior, melhor. Quanto pior resultados o Benfica fizer, mais depressa Jesus será substituído. Pena é que, mais uma vez, o principal prejudicado seja o clube. Domingo vou à Luz e, sinceramente, estou à espera de lenços brancos, assobios, afastamento da taça de Portugal, contestação, reunião dos dirigentes pela noite dentro e, finalmente, anúncio da rescisão do contrato com a equipa técnica. Enfim, um dejá-vu no futebol do Benfica. Depois, colocação de um treinador interino até às férias natalícias e contratação de Luís Filipe Scolari.
Em relação ao presidente, aguardo as próximas eleições com expectativa porque acredito que o tempo de LFV no Benfica está a chegar ao fim. Desenganem-se, no entanto, se pensarem que avalio de forma negativa o trabalho do presidente. Antes pelo contrário; para mim, LFV é um dos grandes presidentes do Sport Lisboa e Benfica.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sport Lisboa e Benfica 86 - Lukoil Academic 79 (após prolongamento)



Foto retirada do site oficial do Sport Lisboa e Benfica

3ª vitória seguida na Eurochallenge em outros tantos encontros no pavilhão da Luz.


Classificação:

Lukoil Academic  7pts
BENFICA            7pts
Lugano Basket    5pts
Tartu Rock         5pts