segunda-feira, 30 de abril de 2012

Em modo rascunho

Vou escrever este post em "modo rascunho".
Não tenho dúvidas de que Jorge Jesus não vai ficar no SL Benfica. Basta atentar à sua postura, ontem, no final do jogo (comentários politicamente correctos, não falando das arbitragens) e à entrevista, de hoje, do professor Manuel Sérgio.
Considero-o um bom treinador. Claro que tem defeitos, mas numa estrutura à séria, estes seriam minorados. Tenho que lhe agradecer o melhor futebol que alguma vez vi praticar o Benfica. Sobre o próximo treinador, parece evidente que será Paulo Bento. Tenho-o como um homem sério, humilde, trabalhador, frontal e corajoso. O facto de, ainda, não ter renovado com a FPF faz indiciar que será o próximo treinador do Benfica. Parece-me uma boa aposta e não me parece que seja pelo treinador que "a coisa" correrá mal. Paulo Bento fez um bom trabalho no SCP.
Sobre o presidente Vieira. Confesso que tenho muita dificuldade em avaliar o seu trabalho. Não tem o perfil de presidente que eu gostaria de ter no meu clube, mas reconheço que fez um excelente trabalho em múltiplos aspectos. Passo a descrever:

  • construção do Estádio da Luz, quando já pouca gente acreditava. Foi dele o impulso decisivo (depois de visitar outros, o nosso é magnífico).
  • construção do CFC que é decisivo para o futuro do clube (começamos a ter novamente títulos na formação).
  • construção de 2 pavilhões e de 1 piscina
  • organização do grupo empresarial do Benfica
  • crescimento do número de sócios com a criação do kit sócio (tendo o presidente um papel fundamental ao visitar casas do Benfica por todo o mundo)
  • multiplicação do número de casas do Benfica
  • criação da Benfica TV
  • valorização do plantel principal de futebol do Benfica
  • aposta nas modalidades amadoras (bons plantéis)
  • luta no processo apito dourado, mesmo colocando em risco a sua segurança
O que falhou nos mandatos de Vieira foi a conquista de títulos e a manutenção de uma comunicação verdadeira e credível.

Não se pode apregoar a luta contra o sistema e depois apoiar os Valentins e os Fernandos Gomes desta vida. No fundo, e acreditando na boa fé do presidente, parece-me que ele tentou penetrar no sistema para conseguir tirar proveito. Foi, no entanto, derrotado em larga escala e ao ser derrotado perdeu toda a credibilidade junto dos adeptos. O Benfica tendo 50% dos adeptos do país não pode permitir que os órgãos dirigentes do futebol nacional sejam, quase exclusivamente, pertencentes a adeptos do FCP (e com o nosso apoio). O presidente do Benfica tem que ser credível e honesto com os adeptos, tem que apontar o dedo a quem nos prejudica. O Benfica não pode ter uma estrutura que na hora da derrota deixe um treinador abandonado à sua sorte, mas na hora da vitória tenha um presidente que dê entrevistas para nada dizer. Fica-lhe mal. O Benfica não pode ter vices em programas desportivos que são lesa-futebol. 
Acredito que Vieira se vai recandidatar, até pela sua ausência na hora da derrota, mas acho que o seu tempo já acabou. Não lhe vejo energia ou competência para fazer melhor do que já fez.  Bem ou mal, acredito que fez o melhor que sabia. Espero que apareçam várias alternativas como aconteceu no SCP e que, no final, tenhamos a sorte de escolher o melhor para o clube. Eu quero que o meu filho tenha a felicidade de ver o Benfica ganhar mais vezes do que o pai. Se a alternativa ao Vieira for algo semelhante com o Veiga então, muito mal está o clube. Nós merecemos melhor. Em última análise, porque não tentar o modelo do Bayern?

domingo, 29 de abril de 2012

Alberto Miguéns

Quando o senhor Alberto Miguéns diz que falta cultura benfiquista à Benfica Sad, quem sou eu para o questionar. Quando o senhor Alberto Miguéns coloca dúvidas sobre a verdade histórica do futuro museu é razão para ficar bastante preocupado. Porque razão não são aproveitados os conhecimentos únicos do senhor Alberto Miguéns por parte dos dirigentes do Benfica? A quem não interessa o senhor Alberto Miguéns no Benfica? Uma pena que pessoas com este valor e benfiquismo não estejam dentro do clube. Muito embora o senhor Alberto Miguéns não me conheça pessoalmente ou leia este blog (com toda a certeza) quero transmitir que o admiro bastante e que representa o que de mais puro o Benfica tem. Obrigado e bem-haja Alberto Miguéns!

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Modalidades - o futuro

Depois de ter escrito sobre o futuro das modalidades amadoras em Portugal, eis que o CAB Madeira abandona a liga principal de basquetebol nas meias-finais. Que não haja ilusões, outros se seguirão. Portugal não tem condições financeiras para suportar ligas profissionais nas chamadas modalidades amadoras. O futuro tem que passar pela existência de competições amadoras, potenciando o desporto e o número de praticantes. Toda esta rede de desportistas tem que servir para seleccionar os melhores atletas que irão representar 2 ou 3 grandes clubes que, posteriormente, competirão nas ligas ibéricas das diversas modalidades. 

Corrida do Benfica

Contagem decrescente para a corrida do Benfica! Vai ser um espectáculo ter a família toda envolvida nesta edição. Grande organização por parte do clube. O Benfica está vivo!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Modalidades à escala nacional

Não seria fantástico termos num pavilhão (pavilhão a sério, não um pré-fabricado) do SL e Benfica uma equipa do Barcelona , do Real Madrid, do Atlético de Madrid, ou outras, desta dimensão? Haverá outra forma de elevar o nível do nosso andebol ou basquetebol, que não seja através da criação de ligas ibéricas? Bem sei que o nosso nível actual, no andebol e basquetebol, é muito baixo quando comparado com o das equipas espanholas, mas não seria o melhor incentivo para os nossos jovens poderem evoluir, mesmo começando em divisões mais baixas? Não seria fabuloso, em altura de "vacas magras", criar uma liga de hóquei em patins ou futsal com as melhores equipas ibéricas? Não seria a melhor forma de fazer crescer o próprio negócio, multiplicando os patrocínios e as assistências moribundas dos nossos pavilhões? Até o voleibol que não é um desporto com muito êxito na península ibérica podia sofrer um impulso decisivo. Haja visão para poder instituir as ligas ibéricas. O que seria, por exemplo, do Barcelona se o seu espaço competitivo se restringisse à Catalunha? 

Aposta de risco?

E se o Benfica fizesse regressar na próxima época: Melgarejo, Urreta, Yartey e Carole? Não será altura de apostar nos nossos jovens valores? Categoria, eles têm. Faltam oportunidades. Yartey pode vir a ser o substituto de Pablo Aimar, Melgarejo pode fazer concorrência a Nolito , Urreta pode oferecer verticalidade ao lado direito e Carole pode ganhar o lugar de defesa esquerdo. Haja coragem para apostar na juventude. A qualidade não tem idade.

Relato da viagem a Barcelona


Visitei Barcelona pela primeira vez e fiquei fascinado com a cidade da Rambla. A organização desta viagem começou por altura do sorteio dos quartos e meias-finais da Liga dos Campeões. Como benfiquista sempre acreditei que o Benfica jogaria no dia 23 de Abril em Barcelona, coisa que, infelizmente, não se veio a concretizar. Aproveitei, no entanto, o motivo desportivo para embarcar com a família para a capital da Catalunha. Após mais uma viagem terrorífica de avião (com mais uma crise vaso-vagal à mistura) lá chegámos ao Prat (um aeroporto moderno e com fáceis acessibilidades). Apanhámos o comboio e posteriormente o metro até chegar ao hotel (HCristina) ao cima da estação de metro Diagonal. O hotel é de ** mas suficiente para passar uns dias em Barcelona. Bem localizado, barato e com boa limpeza. Para surpresa nossa, todos os funcionários são adeptos do Real Madrid. No primeiro dia, andámos de metro pela cidade (muito fácil a deslocação através do metro) e visualizámos a beleza da cidade e algumas peculiaridades: Barcelona é uma cidade com ruas e avenidas traçadas a régua e esquadro, com muitos espaços verdes e em que os habitantes se deslocam principalmente de moto ou bicicleta (skate e trotinete, também, são muitos utilizados). No final do primeiro dia descobrimos o mercado  de la Boqueria junto à estação de metro do Liceu e adquirimos o hábito de comprar copos de fruta, sumos, e sandes para, posteriormente, comer no quarto do hotel. 
No segundo dia, comprámos um bilhete para andar num dos autocarros turísticos da cidade. Esta opção, embora dispendiosa, tornou-se acertada visto que se tem uma visão global da cidade. Após este dia deu para confirmar que Barcelona é, realmente, uma cidade maravilhosa e onde se destaca o facto de não se vislumbrar um único prédio devoluto ou lixo nos passeios. Por outro lado, deu a ideia que a crise europeia ainda não atingiu estes lados, uma vez que não se vêm lojas abandonadas ou demasiados sem-abrigo nas ruas. Mais uma vez terminámos o dia a comprar comida no mercado e a jantar no quarto do hotel, vendo o Barça-Chelsea em directo. O facto mais relevante do dia acabou por ser a existência de confrontos entre adeptos dos dois clubes, por nós visualizados, nas imediações do Camp Nou e sob total beneplácito da polícia (este facto parece que não mereceu destaque na comunicação social).
O terceiro dia foi reservado para um sono retemperador da parte da manhã e para uma visita ao Camp Nou da parte da tarde. Sobre a visita ao estádio gostaria de realçar o facto de ser caríssima (22  euros). O estádio está bem inserido na estrutura envolvente mas não deixa de ser uma estrutura velha e feia, externamente. Por dentro, faz lembrar o antigo Estádio da Luz mas fez-nos, igualmente, pensar que o actual estádio do Sport Lisboa e Benfica é uma estrutura, eu diria, de um campeonato à parte, tal a sua beleza, modernidade e funcionalidade. A visita ao museu e sala de conferências de imprensa não me fascinou, no entanto, teve como aspecto positivo o facto de termos conhecido uma funcionária portuguesa, muito simpática, que trabalha para o FC Barcelona há 4 anos. Outro aspecto que me chamou à atenção foi a falta de desportivismo dos adeptos culés, antes e após o jogo com o Chelsea. Realmente, quando se ganha é fácil apresentar desportivismo. O dia terminou com a visualização do jogo do Real de Madrid (grande jogo e resultado mais do que justo) e com os comentários dos jornalistas espanhóis denotando aspectos verdadeiramente xenófobos para com Mourinho e Ronaldo. Quanto a Mourinho, eu tenho para mim que o melhor treinador do mundo, sendo português, devia iniciar um projecto no maior clube português, o Sport Lisboa e Benfica, de molde a reconquistar o que já nos pertenceu, por direito próprio, na década de 60.
Na quinta de manhã e após as normais despedidas no hotel, apanhámos os chamados aerobus, autocarros que fazem a ligação directa até ao aeroporto (5,60 euros). A viagem de regresso, felizmente, correu bem melhor, o que porventura não terá sido alheio ao alprazolam...