“Ricardo Rodrigues Pereira impediu que a queixa do Sporting contra Luís Filipe Vieira fosse arquivado. O relator do acórdão – vogal do Conselho de Disciplina da FPF, que já foi defensor de Lourenço Pinto, advogado próximo do FC Porto e de Pinto da Costa – que levou à suspensão (45 dias) e multa (2500 euros) aplicada ao líder do Benfica, por ofensas à reputação e honra de Luís Duque, recusou o que lhe foi proposto pela instrutora do processo, Paula Castro. Após a fase de instrução, a jurista da FPF defendeu que era Duque e não o Sporting quem tinha legitimidade para a “promoção do procedimento disciplinar” e propôs o arquivamento. - In ‘Correio da Manhã”.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
quinta-feira, 26 de julho de 2012
A arte de contratar bem gastando pouco
Dá que pensar, como é que o SCP consegue adquirir Insua quase de borla e já esta época "descobre" Labyad a custo 0, enquanto o Benfica gasta cerca de 8 milhões para contratar Ola John (com projecção semelhante no campeonato holandês). O problema do SCP é, mesmo, a valorização dos activos (veja-se caso recente da transferência de Matias Fernandez, avaliado em cerca de 4 milhões de euros). Isto ocorre devido aos fracos resultados desportivos e à urgência em vender devido às dificuldades de tesouraria. Agora, o que me parece óbvio é que Carlos Freitas tem feito um extraordinário trabalho na prospecção de jogadores e na capacidade de os convencer a jogar no SCP. É que o Sporting não joga a Liga dos Campeões e não tem a mesma projecção internacional do FCP e do Benfica.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Justiça, mas só para alguns!
Na sequência do incêndio aquando do Benfica-scp surgiu o primeiro castigo. Curiosamente, para quem viu o seu património ser lesado. Aguardo a indemnização pelo dano e a correspondente sanção desportiva. Sim, porque o incidente ocorreu durante um evento desportivo e não basta que nos paguem o estrago patrimonial. Aguardo, igualmente, o desfecho do "caso Paulo Pereira Cristóvão". É que, este caso, se se confirmar a informação que veio a público, é do mais grave que se viu no desporto português.
Salvem o Sport Lisboa e Benfica - Concurso de vídeos AVDA
Vídeo muito bem feito. Grande banda sonora. Quanto ao conteúdo, tem coisas com as quais concordo.
Uma questão lateral
UMA QUESTÃO...LATERAL
É esta a chocante lista de laterais-esquerdos com que o Benfica iniciou cada uma das últimas treze temporadas. Se descontarmos as adaptações (devidamente sinalizadas, e de entre as quais somente Coentrão vingou) sobram Léo, e, vá lá, Fyssas. Capdevila teve um passado grandioso, mas chegou ao clube com 34 anos. O resto? Lixo ou quase!
Não faço ideia de quem seja a culpa (Jesus? Vieira? Rui Costa? Domingos Oliveira? Financiadores? Azar?), mas já começam a escassear justificações para tão gritante, e repetido, problema. Na verdade, o Benfica tem-se reforçado bem em todas as outras zonas do terreno (sobretudo desde 2008), mas, época após época, parece fazer gala em não contratar um lateral-esquerdo de qualidade. Ninguém de bom senso entende porquê.
Este capricho (é só como lhe posso chamar) tem custado muito caro. Se, por exemplo, verificarmos como em partidas fundamentais da temporada passada Emerson foi protagonista pela negativa (em Braga, e com o FC Porto e com o Chelsea na Luz), perceberemos mais cabalmente o quanto uma simples posição mal preenchida pode condenar toda uma equipa.
Tudo isto resulta agravado quando vemos que Mathieu, Álvaro Pereira, Ansaldi, Didac, Alex Sandro, Rojo, e mais alguns, acabaram noutras paragens, depois de dados como quase certos no Benfica. Os casos de Álvaro Pereira (comprado pelo FC Porto por 4,5 milhões, antes do Benfica declarar que sempre havia preferido… Shaffer) e Rojo (adquirido agora pelo Sporting por 4 milhões, quando os encarnados ofereciam 3,6 milhões) são particularmente chocantes, sendo que o primeiro teve, dois anos depois, uma oferta de 30 milhões, e ambos são internacionais “A”, por Uruguai e Argentina respectivamente. Neste período de tempo os encarnados deixaram também fugir nomes como Cissokho (que se exibia a apenas 40km de distância) e Ínsua (que o Sporting conseguiu trazer para Lisboa, em condições muito favoráveis).
A saga do lateral-esquerdo do Benfica é já um clássico de pré-época (contrata/não contrata), e…de toda a época (buraco, adaptações, golos sofridos, derrotas). Agora a história repete-se, cheirando-me que, depois de Escalona, Diogo Luís, Pesaresi, Miguelito, Sepsi, Jorge Ribeiro, Shaffer, César Peixoto e Emerson, os próximos crucificados serão Luisinho e Melgarejo (o primeiro um bom suplente, tal como, aliás, Emerson; o segundo um excelente extremo; nenhum dos dois um titular credível para o lugar em causa).
Depois de muito puxar pela cabeça, a única razão que encontro para este estranhíssimo caso é um eventual desfasamento entre aquilo que vale hoje um bom lateral-esquerdo no mercado, e aquilo que os responsáveis benfiquistas julgam valer – avaliando sistematicamente por baixo as suas propostas. Não se entende, por exemplo, como se dá 8 milhões por um jovem como Ola John (não estando em causa o seu talento, mas havendo Gaitán, Bruno César, Nolito, Enzo Perez, Melgarejo e Yannick no plantel), e se recusam apenas 400 mil euros mais para ganhar a corrida a um lateral-esquerdo internacional argentino, também ele bastante jovem.
Enfim. O mercado ainda está em aberto, e acredito que até ao dia 31 de Agosto seja encontrada uma solução. Espero que esta novela tenha fim, e o Benfica possa enfrentar a época com uma equipa compacta e equilibrada (tão forte quanto possível), e não com treze (!) avançados e nenhum lateral-esquerdo. Se acontecer o que temo, os custos pagar-se-ão em pontos, e provavelmente em títulos.
POSTED BY LF AT 24.7.12
Parabéns a quem escreveu este post porque está praticamente tudo dito. Falta só dizer que quem há pouco tempo anunciou que no Benfica se trabalha com calma e se sabe o que se está a fazer, é a mesma pessoa que coordenou toda esta autêntica saga de incompetência.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Não bate a bota com a perdigota
«Benfica vai ter um plantel que qualquer clube da Europa se orgulharia de ter»
Luís Filipe Vieira diz que encarnados terão uma equipa «de enorme qualidade»
Presidente, falta um mês para o início do campeonato e o Benfica não tem um defesa esquerdo em condições e um defesa direito que concorra com o Maxi Pereira. (não nasceu ontem este problema!) Nesta altura, somos uma caricatura de equipa grande. Como benfiquista, sinto-me revoltado com a gestão desportiva que o Benfica tem mantido ao longo dos anos. Por este andar, o FCP vai ser campeão, novamente. Sou sócio e toda a minha família também o é. Vou continuar a pagar quotas porque usufruo das piscinas mas não me volto a sentar nas bancadas da Luz, esta época, se esta aberração no plantel não for corrigida. Não há nenhuma equipa europeia, com aspirações a ganhar, que apresente um plantel com 1 defesa direito para toda a época e nenhum defesa esquerdo em condições. Nós, os benfiquistas, queremos ganhar! Queremos ter um plantel à altura da grandeza do clube.
Tenho muito respeito pelo Rei Eusébio mas não vou ao jogo com o Real Madrid. Sinto que se fosse estaria a pactuar com este circo. Como eu, muitos pensarão e não me sinto menos benfiquista por isso! Se acharem que os adeptos dos outros clubes são diferentes, vejam o que aconteceu na época passada com a questão do ponta-de-lança no FCP e notem qual foi a única contratação desse clube, até ao momento.
Organização vs impulso criativo na construção de um plantel
O objectivo na formação de um plantel no início de cada temporada deve ser conseguir ter dois bons jogadores por posição. Claro que, a composição do mesmo, depende de vários factores, nomeadamente, do sistema táctico a apresentar. Se a equipa joga com um avançado-centro não vale a pena ter cinco avançados no plantel. Muitas vezes, o erro é não definir correctamente o sistema táctico, esbanjando dinheiro na contratação de jogadores para posições que já estão devidamente preenchidas. Uma vez definido o sistema táctico, é preciso escolher jogadores com o perfil necessário para cada posição. Esta escolha dos jogadores deve passar pelo crivo do treinador e do gestor desportivo. Para além disso, e uma vez que estamos no dealbar das equipas B, é necessário ter em conta os jogadores mais promissores da equipa secundária na construção do plantel principal. Tendo em conta estes pressupostos, vejamos a situação do Benfica.
Qual o esquema táctico consagrado? Quando se tem jogadores como Aimar, Witsel e Carlos Martins no plantel, tudo leva a crer que o Benfica vá jogar em 4-2-3-1 uma grande parte dos jogos (praticamente todos os jogos fora de casa). Como alternativa, o treinador já testou o 4-4-2 e o 4-1-3-2. Para estes esquemas alternativos, o Benfica tem um jogador muito importante no plantel: Rodrigo. Os jogos caseiros, com equipas mais acessíveis, devem proporcionar o recurso a estas soluções.
Temos dois bons jogadores por posição no plantel?
Para qualquer um dos esquemas apresentados, o Benfica apresenta um bom jogador, excepto para o lado esquerdo da defesa. Em relação às segundas opções para cada posição, eu diria que na baliza Paulo Lopes dá garantias de substituir Artur Moraes, com qualidade, quando necessário. No lado direito da defesa temos outro problema, uma vez que Maxi Pereira não tem concorrência. No centro da defesa, Miguel Vítor e Jardel são garantias de qualidade. No lado esquerdo, Luisinho pode perfeitamente concorrer com um bom lateral esquerdo. Em relação à posição 6, Matic ainda não me convenceu, mas penso merecer nova oportunidade. Na posição 8, penso estar outra lacuna no plantel, porque Carlos Martins é um dez e deveria concorrer com Aimar na distribuição do jogo encarnado. Nas alas e na frente de ataque as opções são mais que muitas.
Têm os jogadores do Benfica o perfil desejado para cada posição?
Quando se fala que temos um problema no lado direito e no lado esquerdo da defesa, obviamente, estamos a esquecer que temos nos nossos quadros jogadores como Emerson, Capdevila e acabamos de vender o passe de Daniel Wass. A pergunta que se coloca é porque razão não foram estes jogadores aproveitados no nosso clube? Será que o seu perfil não coincide com o que é desejado para cada posição? Se isto é verdade porque razão foram contratados? Qual o papel de Jorge Jesus nestas aquisições?
Qual a influência que a equipa B pode ter na construção do plantel principal?
A qualidade de alguns jogadores da equipa B e a sua futura projecção deve estar na mente dos dirigentes, mas não encurtando o seu trajecto de forma potencialmente prejudicial. Assim, Mika é, claramente, um guarda-redes de futuro e deve jogar o mais possível, havendo a possibilidade de ser chamado à equipa principal, em caso de impedimento de algum dos outros dois. Cancelo é outro jogador com muito potencial e que deve ser progressivamente integrado na equipa principal, mas não a todo o custo e não querendo ver no próprio a solução para todas as maleitas. É um miúdo. Na minha opinião, a solução das laterais passaria por contratar um lateral de qualidade que pudesse fazer as duas bandas, integrando lentamente o Cancelo no plantel principal. No centro da defesa não vejo necessidade de ter dois centrais suplentes, sabendo-se que só um pode jogar com mais regularidade. O 4º central devia competir na equipa B. Sobre a posição 8, André Gomes é, claramente, aposta de futuro, e poderia ser chamado ao plantel principal sempre que houvesse necessidade. Para a posição 10, Miguel Rosa garante qualidade na substituição de Aimar ou Carlos Martins. Ivan Cavaleiro pode ter o mesmo papel em relação às alas. Cafú devia ser o 4º avançado da equipa principal.
Em esquema:
Artur Moraes
Paulo Lopes *
Mika**
Maxi Pereira Luisão Garay Contratação***
Cancelo** M. Vitor** Jardel Luisinho*
Javi Garcia
Matic
Witsel
Contratação
André Gomes**
Gaitan Aimar Ola John
B. César C. Martins* Nolito
Ivan Cavaleiro** M. Rosa**
Cardozo
Rodrigo
N. Oliveira*
Cafú**
* portugueses no plantel principal
** jogadores a competir na equipa B com integração progressiva na equipa principal
*** lateral que faça as duas alas com qualidade
Não coloquei o nome de Melgarejo porque não o vi no seu lugar e parece-me estar a ser bastante prejudicado com este impulso criativo, estando inclusivamente em causa o seu lugar no plantel.
Claro que se surgisse uma boa oportunidade de negócio para Gaitan, por exemplo, Enzo Perez podia fazer o seu lugar (ou Urreta). Cardozo podia, igualmente, ser substituído por Kardec. Desta forma, não há necessidade de ter no plantel jogadores que nada acrescentam e que só complicam o aparecimento dos jovens da equipa B (para além de aumentarem bastante os custos salariais).
A escolha do plantel tem que ser feita em função de um critério lógico e não em função de um qualquer impulso criativo ou desejo de um empresário.
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